História do vinho na Espanha

A Espanha está na lista dos maiores produtores de vinhos do mundo, competindo com a França e a Itália. Conhecida pela herança vitivinícola que tem pelo menos 3 mil anos, os vinhedos na atual região de xerez foram plantados pelos fenícios por volta de 1.100 a.C, acredita?

Já as vinhas cultivadas na costa do mar Mediterrâneo e também na costa do Atlântico foram produzidas, comercializadas e consumidas pelos romanos durante um período. Mas, com a chegada dos mouros em 711 d.C. houve o fim da produção de vinhos em território espanhol, apenas em 1492, a Espanha ficou livre do domínio islâmico, dando continuidade às plantações das uvas.

Até o final do séc. XX, La Rioja era a região mais famosa da Espanha na produção de vinhos. Produtores ricos como Marqués de Riscal, Marqués de Murrieta e Vega Sicilia tinham os meios para produzir vinhos que chamavam a atenção internacional, mas a Espanha operava principalmente sob o radar, dominada por uma ditadura militar até meados da década de 1970.

No final do regime ditatorial de Franco, a vinificação foi um símbolo de uma era pré-moderna. Aos poucos foram introduzidas novas técnicas de colheita, fermentação, barris em aço inoxidável, os tempos modernos chegaram, impulsionando a indústria para o futuro.

Com a chegada da democracia, a Espanha conquistou uma parcela cada vez maior do centro das atenções internacionais. Competir no cenário mundial exigiu abraçar as técnicas mais sofisticadas, tanto nos vinhedos quanto nas vinícolas, mas alguns enófilos não abandonaram completamente as velhas formas – que por sinal, são tão boas quanto as novas.

Nessa época o país é tomado por uma energia empolgante, a arte (teatro, pintura, cinema, poesia, música, dança e arquitetura) ganha protagonismo, o que influencia diretamente na gastronomia espanhola. Novas maneiras de pensar em comer e beber chegam aquele território.

O vinho espanhol acompanhou esse ritmo, se adaptou e ficou ainda melhor. Gerando uma explosão de novos vinhos, vinícolas, marcas e produtores. Apesar da Espanha ter sofrido com a política, talvez as crises tenham um único lado positivo: a criatividade. Os espanhóis souberam ser inovadores e não se abalaram depois de anos estagnados neste mercado dos vinhos.

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