Uma breve história do vinho: a linha do tempo da bebida mais antiga do mundo

O vinho é uma bebida consumida pelo homem há muitos anos, tanto que não precisa ser um grande especialista para observar o papel do vinho na história da humanidade, é possível identificarmos em passagens bíblicas, mitologia grega, império romano, cultura persa, faraós do Egito e judeus. Por isso, a Eurovinhos reuniu os principais pontos na linha do tempo para exemplificar suas origens.

Como sabem, sem uva não há vinho, algumas pesquisas arqueológicas apontam que na Idade da Pedra, no período neolítico (época da revolução agrícola), que durou quase 10 mil anos e foi o domínio da agricultura e a domesticação de animais, já existiam sementes de uvas, que vieram a se tornar videiras – para quem não sabe, árvores de uva.

Significa que, mesmo não tendo um registro concreto sobre a primeira fermentação das uvas, desde que homem passou a se desenvolver em sociedade, o vinho estava presente. Os primeiros vinhedos foram encontradas na Rússia entre 7000-5000 a.C, depois no Irã, antiga Pérsia, e no sul da Mesopotâmia, atualmente território iraquiano.

Através do Rio Nilo chegaram no Egito, onde os antigos egípcios desempenharam um papel importante no armazenamento e transporte dos vinhos, fazendo avanços tecnológicos, que ajudaram a impedir o apodrecimento da bebida. A maioria dos historiadores acreditam que o vinho chegou ao Egito antigo através do comércio.

Impedir que o vinho se estragasse pela exposição ao oxigênio era um problema que preocupou os homens por milhares de anos. Como importadores (e eventualmente produtores), os egípcios deram sua maior contribuição ao vinho nesta área. A ânfora, uma jarra de cerâmica, era a maneira mais antiga do mundo de armazenar e transportar vinho.

Várias civilizações desenvolveram ânforas ao longo dos anos, mas os egípcios são responsáveis ​​por introduzir, para facilitar o comércio de vinho no Mediterrâneo. Selaram suas ânforas com barro molhado e pedaços de cerâmica. Só no Império Romano que surgiram os barris de madeira para substituir as jarras e facilitar o transporte dos vinhos.


Linha do tempo

4100 a.C.

Segundo pesquisadores da UCLA, a primeira vinícola é fundada na Armênia.

3100 a.C.

Os faraós ganham o poder no Egito. Começam a produzir uma bebida parecida com o vinho, feito com uvas com um tom avermelhado, utilizam a bebida nos rituais. Neste mesmo período, os egípcios fazem negócios com os judeus e fenícios. Esses povos, passam a cultivar as uvas e espalham a bebida pelo mundo.

1700 a.C.

Historiadores e arqueólogos descobriram recentemente uma adega de 3.700 anos no norte de Israel. Eles relataram que havia mais de 500 “galões”de vinho no espaço.

Entre 1200 a.C. e 539 a.C.

Os fenícios comercializam os vinhos no mar Mediterrâneo, levando a bebida para além do Oriente Médio. Chegando no norte da África, Grécia e Itália, transportados em jarro de cerâmica (ânforas). Naturalmente, espalhando-se as sementes das uvas.  Durante as viagens, os fenícios entram em contato com os judeus, que começaram a usar vinho nas cerimônias religiosas. O vinho é citado no livro de Gênesis, quando, depois do dilúvio, Noé, embriagado com vinho, se expõe a seus filhos.

800 a.C.

Os gregos começam a aperfeiçoar o vinho, um símbolo do comércio na Grécia, ganhando força nas cerimônias religiosas. Na mitologia, Dionísio é nomeado o deus do vinho. Rapidamente o comércio do vinho se expande nas outras cidades, mas também foram divulgados através do exércitos gregos, chegando no sul da Itália. Surgem as primeiras colônias de vinho.

146 a.C.

Roma conquista a Grécia e constrói um império. Sem perder tempo, os romanos se apropriam da criação do vinho, criam o seu próprio deus, o Baco. Formalizaram todos os métodos de agricultura da vinícolas gregas, desenvolvendo famosas safras na Itália (121 a.C.) apreciadas por décadas.

A partir dos avanços territoriais do Império Romano, consequentemente começam a surgir vinhedos na França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha.

Logo depois o Império Romano se une ao catolicismo, transformando o vinho uma das principais partes do sacramento. Assim, a Igreja Católica começa a se concentrar na produção de vinhos. Os monges (padres) na Itália e França, passam a estudar as uvas e trabalhar como viticultores. Mais uma vez, levando a cultura do vinho por toda a Europa.

Entre 1492 e 1600

O vinho viaja com os colonizadores para o México e o Brasil, espalhando-se pela América do Sul rapidamente.

Ano 1543

Jesuítas portugueses chegam ao Japão e introduzem o vinho europeu no país. Em 1587, as uvas são cultivadas, quando abrem as portas para a cultura ocidental.

Ano 1554

Missionários espanhóis viajando pelas Américas, estabelecem a primeira vinícola no Chile.

Ano 1556

Missionários espanhóis viajam do Chile para a Argentina, instalando-se na região vinícola de Mendoza e plantando as primeiras uvas da região.

Entre 1562 e 1564

Os vinhos chegam aos EUA na Flórida. Feito pela primeira vez pelos calvinistas (protestantes) franceses em Jacksonville. Usavam uvas nativas que crescem na região.

Ano 1608

Os franceses reivindicam o Canadá como seu território em 1534, mas não residem permanentemente até 1608, quando Samuel de Champlain funda a cidade de Quebec. Os jesuítas rapidamente seguem e tentam cultivar uvas européias. Eles têm pouco sucesso, então eles focam nas uvas locais.

Ano 1619

Os franceses começam a cultivar uvas importadas na costa leste.

Ano 1659

A Holanda coloniza as índias orientais e a África do Sul. Os marinheiros necessitavam abastecer os barcos com vinhos para fazerem a viagem de volta para a Europa, por isso concluem que é melhor iniciar a produção de vinhos direto na África, no Cabo.

Ainda hoje é uma bebida consumida por culturas completamente diferentes, usada para brindar comemorações ou como um símbolo religioso. Seja lá como for, continua ganhando amantes por todos os cantos do mundo. Afinal, porque adiar a taça que se pode apreciar hoje? Um brinde a trajetória do vinho!

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