Champagne, por que te quero?

Não há nada mais prazeroso que comemorar com uma boa garrafa de champagne, principalmente em ocasiões que nos fazem vibrar de felicidade por alguma conquista. A questão é: por que essa bebida tão adorada na maioria da vezes é tão cara?

Uma champagne normalmente tem preços mais elevados por conta do seu processo de produção. Sabe quando só analisamos os resultados e nos esquecemos do trabalho minucioso que é chegar até um produto tão refinado? Pois é, por isso a Eurovinhos trouxe alguns argumentos para você entender que vale a pena comprar a sua garrafa!

É importante primeiro entender o equívoco geral sobre o que é Champagne. O champanhe de alguma forma se tornou um termo genérico para o vinho espumante, mas, na verdade, o champanhe verdadeiro deve vir da região de Champagne, no norte da França.

Os produtores da região de Champagne passam por uma curadoria super rigorosa para classificar o seu produto como tal. Como funciona?

Influência do clima

O clima rigoroso de Champagne faz com que o processo de vinificação seja ainda mais difícil do que o normal, contribuindo assim para um preço mais alto no produto final. Com uma temperatura média anual de 11°C, o clima não é nem de longe tão gostoso e tropical como no Brasil.

A latitude também não colabora com a produção vitivinícola, fazendo com que as uvas estejam sempre expostas a condições severas. Um sistema climático duplo composto de influências oceânicas e continentais não ajuda; a influência oceânica permite pouca variação nas temperaturas sazonais, enquanto a influência continental pode trazer geadas matinais de inverno. Já pensou como as uvas ficam?

E a produção?

O champagne é feito nos métodos mais tradicionais que existem, conhecido como “método champenoise”. Requer muita atenção, cuidado e é bem demorado. Primeiro, o vinho deve passar por sua fermentação primária antes do engarrafamento, depois passar por uma fermentação secundária em garrafa.

A segunda fermentação ocorre quando uma mistura de fermento e açúcar, é adicionada à garrafa. Após a fermentação secundária, as leveduras mortas (conhecidas como borras) devem ser removidas por remuage, ou crivadas, um longo processo pelo qual as garrafas de cabeça para baixo são giradas pouco a pouco para balançar gradualmente as borras até o fundo do pescoço.
Quando todas as borras atingem o topo da garrafa, os gargalos são resfriados para congelar a coleção de borras, a tampa temporária é removida e a pressão dispara o bloco congelado de borras através de um processo chamado de desagregação.

O pequeno espaço restante onde as borras congeladas estavam é preenchido com licor de expedição, que determinará o nível de doçura do vinho. Este processo é chamado de dosagem.

Ah, lembrando que todos esses processos levam anos para serem terminados. Os champanhes devem envelhecer por pelo menos 15 meses nas borras e, para champanhe vintage, 36 meses. Então, aprecie com todo amor a sua garrafa, porque o trabalho de muitas pessoas estão dentro dela!

Uma dica: champagne é apropriado não apenas em ocasiões especiais, mas também com aperitivos, especialmente com foie gras e camembert.

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