Os vinhos franceses: saiba mais sobre as uvas e as regiões produtoras

Quando pensamos na França quase que automaticamente o nosso cérebro já nos traz uma imagem de uma tábua de queijos, croissant fresco e uma taça de champagne, certo? Não por acaso, estamos nos referindo a um povo que sabe realmente aperfeiçoar a nossa bebida preferida – o vinho.

Mas, a produção francesa desde 1619 está indo muito além das famosas regiões Bordeaux, Borgonha e Champagne. O vinho rosé por exemplo, está super em alta no momento. A França e seus vinhos geograficamente rotulados podem ser bastante confusos para os consumidores. Vamos explicar por partes, facilitando a compreensão para a leitura dos próximos rótulos.

Os vinhos franceses são muito cobiçados pelos enófilos, 5 das 6 uvas mais nobres nasceram neste país. Na região da Borgonha, há produção do Chardonnay e Pinot Noir. Já em Bordeaux, as combinações de Merlot e Cabernet Sauvignon são uma referência mundial, os chamados “Bordeaux Blend”. As uvas brancas nascidas na Alemanha, hoje cultivadas na Alsácia (leste francês) – chamadas Riesling.

A Sauvignon Blanc, a sexta uva nobre, ganhou sua reputação por conta própria em regiões como Sancerre (centro da França, conhecido também pela produção dos queijos de cabra) e como componente das misturas brancas de Bordeaux. É natural que um amante do vinho francês queira visitar a França, quanta coisa boa, né?

Há uma rota que vai de Dijon até Santenay, são 60 km que valem a pena fazer de carro e ir parando para admirar as paisagens da Borgonha. As principais vilas produtoras são: Beane (a mais conhecida pelos amantes da bebida, considerada a capital do vinho); Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Vosne-Romanée, Nuits-Saint-Georges, por fim, Meursault.

Uma dica, se for fazer essa viagem, não deixe de visitar a vinícola Romanée Conti. Lá é feito o atual vinho mais caro e desejado do mundo. Foi vendida a garrafa de Romanée Conti de 1945, parte da coleção pessoal de Robert Drouhin.

A leiloeira Sotheby’s, de Nova York,  iniciou com o valor de 27.669€, acabou por ser arrebatada por um preço 17 vezes maior, vendido por 482.490€ em 2018.

Em Champagne, existem várias caves na capital, Reims. Uma parte da cidade foi destruída na Primeira Guerra Mundial, mas restaram caves enormes subterrâneas cheias de garrafas de champagne, ainda envelhecem e fermentam para ganhar um sabor especial. Sem dúvida, outro ponto para visitar e vivenciar a história do vinho.

Algumas garrafas foram feitas na época do Império Romano e ainda estão na cave. Em Epernay (fica a 30 km de Reims), você pode conhecer também a rede de túneis com 17 km da Moët & Chandon, o tour chega a durar até 2 horas nas caves.

O tour + degustação de uma taça de champagne custa 14€. Já a visita com degustação de duas taças (um brut e um rosé) custa 21€. É um preço acessível para o enófilos, que muitas vezes estão habituados a gastar um pouco mais pelo seu hobby.

Château d’Amboise fica bem perto de Vouvray, onde você poderá ver a produção de vinho e beber a Chenin Blanc – uva que resulta num vinho branco com uma ampla gama de sabores.

Por último, sugerimos conferir de perto a beleza do Château Pichon Baron, segundo Grand Cru Classé em 1855, é um dos grandes vinhedos históricos de Bordeaux. Eles têm uma rigorosa política de seleção na vinícola e as adegas asseguram a produção de um Grand Vin – “é a pura expressão do nosso terroir único”, segundo a marca.

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