Portugal e o vinho: um romance de longa data

Para contarmos um pouco mais sobre essa história de amor, peço para vocês imaginarem as embarcações que partiam de Portugal para desbravar outros continentes, uma das coisas que nunca faltavam nos barcos eram: milhares de barris de vinho.

No artigo que explicamos a história do vinho, é possível compreender o início da nossa bebida preferida chegando no país. Quando o Império Romano se une com o catolicismo, transformando o vinho uma das principais partes do sacramento.

Assim, a Igreja Católica começa a se concentrar na produção de vinhos. Os monges (padres) na Itália e França, passam a estudar as uvas e trabalhar como viticultores. Mais uma vez, levando a cultura do vinho por toda a Europa – inclusive Portugal.

Desde então, Portugal se tornou referência na produção dos vinhos. Os vinhos portugueses são únicos, não à toa está entre os 10 principais produtores do mundo, com 4% do mercado mundial, desenvolveram durante anos mais de 250 variedades de uvas nativas.

O clima varia significativamente de região para região por ser influenciado pelo relevo ou pela proximidade do mar, de uma forma geral é ameno e a presença do sol é constante. Já no Douro graças ao microclima diverso, terreno montanhoso, trepadeiras plantadas ao longo das encostas íngremes, umidade, altas temperaturas durante o dia e frias durante a noite, é o cenário perfeito para a colheita das melhores uvas.

Porém, alguns historiadores acreditam que já haviam vinícolas no território muito antes dos romanos comercializarem as uvas com Portugal. Há cerca de 2000 a.C. as uvas já eram cultivadas no vale do Tejo pelos Tartessos.

Logo depois, os Fenícios roubaram todos os comércios deste povo, e desenvolveram ainda mais a produção dos vinhedos. No século VII a.C. os Gregos instalaram-se na Península Ibérica e desenvolveram a viticultura, dando uma particular atenção à arte de fazer vinho.

Outros registros relatam que no séc. VI a.C os Celtas já tinham plantações de uvas e também trouxeram algumas variedades da fruta para a Península Ibérica. A romanização contribuiu para a modernização da cultura do vinho, com a introdução de novas uvas e com o aperfeiçoamento de certas técnicas de cultivo – a poda por exemplo.

Nesta época, o mercado dos vinhos teve um desenvolvimento considerável, dada a necessidade de se enviar vinho para Roma, onde o consumo aumentava e a produção própria não satisfazia a procura. Os italianos já bebiam bem!

Foi na segunda metade do século XIV, que a produção de vinho começou a ter um grande desenvolvimento, aumentando a exportação. Nos séculos XV e XVI, os exploradores que partiram em direção às “Índias” levavam os vinhos, consequentemente levando a cultura da produção para o Brasil.

Hoje, posso dizer por experiência própria, que os portugueses tomam vinho em todas as refeições, e não precisam esperar ocasiões especiais para apreciar uma boa garrafa. Até no horário de almoço do trabalho, uma taça acompanha o prato. O que culturalmente, para nós, brasileiros, ainda não é comum.

Seria bom se tivéssemos ficado com essa herança dos colonizadores, beber vinho todos os dias por prazer. O que acha?

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